Oi gente, não sei se aconteceu com vocês, acredito que sim,
afinal, família é tudo igual, só muda o endereço. Mas quando está
chegando perto da data do bebê chegar os amigos e principalmente os
parentes, estão numa ansiedade difícil de controlarmos, é um tal de
"quando ela nascer eu quero...", "quando ela nascer eu vou...", só
esquecem de perguntar para mãe, o que ela quer, se ela
concorda...tudo bem, faz parte! Mas nessas horas, tenho um cunhado
e grande amigo, que pra variar ainda é médico, que sempre me ajuda
e me dá conselhos MARAVILHOSOS sobre tudo o que estou passando, é o
Tio Emerson. Há tempos eu já havia pedido pra ele um texto para
postar aqui no blog e agora ele me mandou. Para vocês que
estão passando por esse momento, leiam e aproveitem as dicas.
Um bebê em casa muda tudo. E não estamos falando só do
trabalho extra e das mudanças na rotina. O novo elemento transforma
também as relações familiares. Do cachorro de estimação aos avós,
passando pela relação do casal, todos são afetados pela criança. Se
adaptar aos novos papéis e solucionar os conflitos que nascem dos
diferentes pontos de vista e necessidades de cada integrante da
família também faz parte da aventura da maternidade.
Isso entre uma troca de fralda e uma mamada, o trabalho e as
compras do supermercado, a falta de sono e as contas que aumentam,
as roupas que não cabem mais e as solicitações constantes de ser
mãe, filha, nora, esposa...
Conciliar as opiniões e vontades de todos com as necessidades
do bebê não é uma tarefa fácil, que precisa ser executada com
alguma diplomacia e muita sinceridade todos os dias.
Ficar guardando mágoas, irritações e ressentimentos para não
arranjar (mais um!) problema é que piora a situação. Respire fundo,
ponha a cabeça no lugar. Sabe o provérbio popular se correr o bicho
pega, se ficar o bicho come ?Há uma saída: se falar o bicho some..
Por isso, fale tudo o que você sente, seja para o seu companheiro,
para a sua mãe, para você mesma. E acompanhe os bons conselhos dos
terapeutas para sobreviver à nova vida.
A avó intrometida (leia-se: parentes
intrometidos)
Ela sempre sabe o que
fazer. Ou pelo menos diz que sabe. Em casos extremos, a avó chega a
mudar para casa do casal para ajudar, mas pode acabar criando
problemas por não respeitar as decisões dos pais. Nós que não
sabemos dizer não ou o outro que não se toca? Talvez um pouco
de cada .
É fato que os mais velhos têm mais experiência e,
conseqüentemente, maior tranqüilidade para lidar com um
recém-nascido. E sim, ter ajuda extra (e de confiança) no delicado
período dos primeiros meses pode ser divino. Mas é
preciso estabelecer limites e mostrar que os papéis mudaram e que a
mãe agora é avó.
Como cada família é única e tem sua própria história, não
existe um só remédio que solucione todos os casos. Certamente, o
melhor é falar claramente na primeira pessoa do singular: como eu
quero, como eu me sinto , ressalta Arthur. Se sua mãe está
dominando os cuidados com o bebê, ou sua sogra dá a entender que
você está fazendo tudo errado, não se sinta mal de abrir o
jogo.
Com delicadeza, mas firmemente, esclareça que você é agradecida
por toda a ajuda, mas o filho é seu e, ainda que erre, é sua
responsabilidade tomar decisões. Opiniões são bem-vindas, mas a
escolha é sua e não estão em negociação. A avó pode até ficar
ofendida e fazer drama, mas você tem que ser firme se quiser ser
respeitada.
Marido e mulher versus pai e mãe
Antes eram só vocês dois, e todo o tempo do
mundo para namorar, sair, se divertir, sem grandes
responsabilidades além de pagar as contas do mês. De repente, o
casal vira uma família, e não sobra mais tempo, dinheiro ou energia
para ter vida social. São milhares de tarefas para cumprir e
decisões a tomar, noites insones, choros constantes, cansaço que
não passa.
A vida sexual pode sumir, as atenções da mãe voltam-se para o
filho e o marido pode se sentir rejeitado. Ainda por cima, se não
houver consenso na divisão das tarefas, alguém vai ficar
sobrecarregado. E agora? A gravidez traz alterações significativas
para a vida do casal , explica a terapeuta familiar Lívia Almeida,
sócia fundadora da Associação Brasileira de Terapia
Familiar.
É preciso abrir um espaço físico e emocional em suas vidas e
nem sempre as pessoas estão preparadas ou estão dispostas a isso .
Ou seja: na teoria ou na barriga, filho e ótimo. Mas na hora de
encarar a vida real, com todas as suas exigências, a coisa muda de
figura.
A solução está antes do problema começar, baseada na qualidade
da relação que o casal cultiva e como se preparou para a chegada do
bebê.
Mas, se o conflito já está instalado, como superá-lo? Com uma
boa comunicação entre o casal. É importante assumir os problemas,
os medos, as mágoas, e conseguir falar sobre isso. Mais do que
fazer cobranças, é hora de abrir o coração e ouvir o lado do outro,
para juntos e reconciliados, vocês buscarem uma solução. O canal
para o desabafo tem que permanecer aberto.
Não há substitutos para os acertos de uma relação. Nem filhos,
nem carro novo, nem viagem , lembra Arthur Müller. Ou seja: se
esconder atrás dos novos papéis de pai e mãe até que essa fase
passe não vai resolver nada. Pelo contrário, o provável é que vocês
se afastem mais. Daí a importância de trabalhar para recuperar o
que uniu vocês no princípio: amizade, companheirismo, carinho,
sexo...
Reservar tempo só para vocês conversarem e curtirem as coisas
simples da vida de casal, como namorar no sofá, é fundamental para
lembrar que, debaixo da mãe e do pai, existem ainda um homem e uma
mulher que precisam de atenção. Se só com conversa vocês não se
entendem, talvez seja hora de procurar um terapeuta
familiar.